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agosto 04, 2004
"Alegre e Sócrates "- post de Vicente jorge Silva no Causa-Nossa
Com a devida vénia (obrigado Causa-Nossa!), segue-se citação de um post de Vicente JS sobre a campanha eleitoral em curso:
«Entre Sócrates e Alegre prefiro, certamente, Alegre. Alegre é o que é, mostra o que é e o que sempre foi, não disfarça. Sócrates é um camaleão do oportunismo político, que pesca à direita os apoios do aparelho do PS e à esquerda a caução ideológica junto de figuras tão improváveis como Sérgio Sousa Pinto e António Reis.
Prefiro mil vezes o romantismo «démodé» mas genuíno de Alegre ao novo-riquismo «modernista» e empertigado de Sócrates. Mesmo quando nos irrita com os seus ares de aristocrata «blasé» e eterno diletante da política, Alegre tem uma espessura como personagem que o distingue da inconsistência robotizada de Sócrates (a sua recente entrevista à revista do «Expresso» é, a esse respeito, exemplar).
Evidentemente, Sócrates programou-se (ou foi programado) para ganhar, enquanto Alegre parece assumir (mesmo quando pretende o inverso) a pose romântica do lutador destinado a perder, mas com honra, uma batalha simbólica. Além disso, Alegre representa, «malgré-lui», um PS arcaico e saudosista que, apesar das proclamações em contrário, tem notória dificuldade em ultrapassar o mero terreno ideológico ou a condição mítica de representante das classes oprimidas ou marginalizadas pelo neo-liberalismo.
A síntese entre rigor económico e defesa dos direitos sociais implica uma reavaliação do papel do Estado e, em particular, do Estado-Providência, de modo a garantir a sustentabilidade das áreas fundamentais do serviço público. E, para isso, não basta apenas uma atitude defensiva de protesto ou inconformidade face aos abusos neo-liberais. É indispensável uma atitude ofensiva que mobilize as energias dos sectores mais dinâmicos da sociedade e não só a revolta ou o ressentimento dos que se sentem excluídos. Se a esquerda democrática não conseguir responder a este desafio, só lhe resta ser absorvida pela lógica neo-liberal (como aconteceu com Blair) ou fixar-se num estéril saudosismo doutrinário divorciado do real.
Vicente Jorge Silva
Nota de leitura: Por que é que Alegre há-de ser amarrado ao pelourinho («malgré-lui») de "um PS arcaico e saudosista"? A vasta base de apoio da candidatura dificilmente pode ser reduzida ao saudosismo e ao arcaismo. Por outro lado, há uma batalha a travar no terreno ideológico e as "classes oprimidas ou marginalizadas pelo neo-liberalismo" merecem ser capazmente representadas por um PS fiel às suas raízes.Ou não?
Publicado por Manuel Alegre às agosto 4, 2004 11:09 PM
Comentários
4.8.04
Sócrates acusa Alegre...
"Sócrates acusa Alegre duma postura marginal, dirigindo-se «prioritariamente "aos seus" que enumerou como os trabalhadores, os jovens, os reformados, os desfavorecidos, as classes empobrecidas e as vítimas das políticas de direita»."
Tornou-se verdadeiramente espantosa a discussão política em Portugal. Que acusação terrível! Então a quem se deveria Manuel Alegre dirigir, se não à maioria do povo português? A quem se deve dirigir então um candidato? Se não for aos trabalhadores, aos jovens, aos reformados, aos desfavorecidos, às classes empobrecidas e às vítimas das políticas de direita, deve dirigir-se a quem? Quem sobra? Quantos sobram?
É um espanto...
posted by RC | 2:59 PM
Publicado por: Rocha Carneiro em agosto 5, 2004 04:09 AM
Sócrates no prefácio que fez ao livro de Orlando Gaspar (uma figura sinistra do Porto)revela bem o seu rigor. Quem admira Orlando Gaspar não precisa de mais comentários.
Naturalmente, Sócrates vai ganhar as eleições, porque tem consigo o pior do Partido; o caciquismo mais primário e o aparelhismo mais interesseiro (veja-se a profunda crise de credibilidade do PS na Federação do Porto,a que dá mais apoio a Sócrates), mas não levará o PS ao Governo.
Manuel Alegre ganharia mais facilmente a Presidente da República que o PS. Aqui está um paradoxo que deveria pôr os líderes a pensar: é mais fácil a quem se bate por ideias ganhar a presidência da república do que o PS.
Parece, entretanto, que Sócrates prefere fazer como a avestruz e, por isso, não levará o PS a lado nenhum.
Publicado por: jbmagalhaes em agosto 5, 2004 09:08 AM
Manuel Alegre foi, é e será, SEMPRE, uma referência moral do PS, para além do poeta insigne que tem iluminado gerações de leitores. Considero, contudo, que esta sua candidatura à liderança é desfazada no tempo e no modo, o que é bem notório no ar "fatigado" com que Manuel Alegre assume a candidatura e na indecisão em assumir se, afinal, é também candidato a 1º Ministro pelo PS.
Por outro lado, há coisas que não entendo nesta candidatura "pela Esquerda":
- para mim, TODOS os militantes e simpatizantes do PS são de Esquerda e ninguém tem a capacidade de passar atestados a ninguém. Muitos dos que apoiam agora M.Alegre estavam em cargos dirigentes com Ferro Rodrigues e, sendo tão prontos a gritar que são de Esquerda, nem por isso conseguiram colocar o PS em uníssono a pronunciar-se contra a guerra no Iraque, na altura em que Ferro Rodrigues andou a hesitar sobre o assunto. Eu estive nas manifestações CONTRA a guerra - tal como José Sócrates, que lá encontrei, mas não vi lá nem Ferro Rodrigues, nem João Soares, nem muitos outros que falam imenso do "ser de Esquerda" e que agora se reunem em apoio a Manuel Alegre e João Soares;
- usar argumentos de autoridade para se arrogar "mais de Esquerda do que outrém", do género "eu até lutei contra o fascismo e estive preso" acaba por ser uma argumentação..."fascista"!... Tratam-se de argumentos que se baseiam num mero conceito de autoridade e que impedem a livre discussão pela sua "sacralidade". Por outro lado, são agumentos redutores que, levados até às últimas consequências, impediriam que novas gerações pudessem levar o Partido em frente e conduzir o seu futuro, dado que não comungariam do "passado sacralizado" que, supostamente, possibilitaria a "capacidade de liderar". Pergunto: Mário Soares será menos republicano por não ter sofrido a perseguição dos esbirros da Monarquia?...
- ouço repetidamente dizer que "devem discutir-se ideias". Contudo, sobre José Sócrates, tudo o que vou lendo, ouvindo ou vendo, tem quase sempre na base um ataque pessoal. Ou o homem é "católico" (supremo "crime" que parece impedir que se seja de Esquerda, esquecendo-se todo o apoio dado ao católico Sousa Franco recentemente...), ou é "populista" como o Santana Lopes (eventualmente por osmose, dado ter discutido com ele em vários debates, concluindo-se que, se alguém discutir muito com o Dr. Carvalhas, ficará comunista em pouco tempo...), ou "vive da imagem" (quando ainda há pouco tempo os mesmos se queixavam da "má imagem" de Ferro Rodrigues e da sua incapacidade para "passar" nos media...), ou é "teimoso" (confundindo-se determinação com teimosia, para mais além se acusar, simultaneamente, de falta de ...convicção!...), etc, etc, etc. Ouço também acusações vagas a Sócrates sobre "poderes" na sombra, quando nunca existiu algum incómodo sobre a participação na Maçonaria ("poder transparente"?...) de muitos e destacados militantes do PS da dita "ala Esquerda". Enfim - um sem número de acusações e críticas à PESSOA e muito pouca discussão sobre as tais ideias.
Afinal, o que defende M.Alegre como modelo de governação futura?... Um Governo com acordos com um PCP que continua a erigir o PS como seu "inimigo" preferencial (veja-se o que se passa por essas autarquias pelo País fora) e que, no capítulo da sua organização e lógica interna, levou ao afastamento de pessoas como João Amaral ou Carlos Brito?... Existe alguma "causa de Esquerda comum" entre o Bloco de Esquerda e o seu folclore mediático, o PCP que continua apoiar as ditaduras de Cuba e da Coreia do Norte...e o PS?! Não criticamos nós a Direita por fazer acordos a todo o custo só para chegar ao Poder, colocando as divergências debaixo do tapete?... Alguém achará que um Governo do PS manietado por acordos com o PCP chegará a algum lado ou fará alguma reforma de fundo?... O "romantismo" é bonito - mas governa Nações?... Não será mais lógico apelar com CONVICÇÃO à maioria absoluta por parte do PS e colocar a RESPONSABILIDADE nos outros partidos de Esquerda se, em caso de Governo minoritário do PS, o derrubarem?... É o PS que deve "ajoelhar-se" perante a agenda política dos outros, dando-lhes já sinais de fraqueza ainda antes de ir a votos?!...
- estou convicto que Manuel Alegre é uma pessoa de convicções, uma pessoa generosa, uma pessoa que entra neste combate de boa fé. Por isso fico espantado quando vejo a nomeação de uma pessoa como Manuel Maria Carrilho para mandatário da candidatura de M.Alegre em Lisboa, que chegou a dizer, em forte polémica num passado recente, que M.Alegre representava "o passado". E também me custa engolir tanta profissão de Fé na "Esquerda" quando jamais me lembro de ter visto ou ouvido o Dr. Carrilho a apoiar o PS, a combater a Direita da AD, a dar a cara pelo Partido, antes de ser nomeado Ministro de um Governo de Guterres!... Que intervenção tinha o Dr. Carrilho a favor do PS e da Esquerda, ANTES dessa nomeação?... Lembro-me dele como distinto professor da Un. Nova mas JAMAIS me recordo de UMA única intervenção sua apoiando o PS ou criticando a Direita em Portugal desde o 25 de Abril até que chegou a Ministro de António Guterres. Parece que a uns (Sócrates, p.e.) tudo se exige e tudo se evoca, enquanto a outros basta o apoio recente para ser "combatente" brilhante de uma grande causa...
- finalmente: não sei que medida de "Esquerda" levou ao fim do jornal O Século quando Manuel Alegre tinha responsabilidades nesse âmbito. Outros tempos, outras circunstâncias - argumentar-se-á. Sei apenas as lágrimas que vi escorrer na cara de um homem (e de muitos outros homens) que ficou sem emprego de um dia para o outro, sem que se possa dizer que foi a "pérfida Direita" que levou a que tal acontecesse. Sei das dificuldades que a sua família (e muitas outras famílias) passaram nessa altura para reerguer as suas vidas. Parece que, por vezes, até o mais romântico idealista desce à realidade nua e crua, tomando medidas que geram consequências destas.
Sou de Esquerda e do PS desde sempre e não precisei de ser nomeado para nada (como nunca fui) para o assumir publicamente. Dei sempre a cara pelo PS quando foi necessário, enfrentei as "cacetadas" de PPD´s, CDS´s e PCP´s nos tempos difíceis. Estive presente nas manifestações contra a guerra no Iraque e levei a minha filha de 12 anos para que aprenda, no dia a dia, o valor da intervenção cívica. Como a levei a Peniche para visitar a sinistra memória da PIDE e guardar dentro de si a semente de um combate contra o totalitarismo (seja de que côr for) que deve sempre estar presente, mesmo para quem não viveu o negro tempo do fascismo em Portugal. Comovo-me, ainda hoje, a ler a poesia de Manuel Alegre ou a ouvir a música de Carlos Paredes. E apoio José Sócrates com convicção porque continuo a achar que é o melhor candidato de todos os que se apresentam nesta "corrida" e aquele que, em vez de ataques pessoais (que tem recebido sem cessar) tem tentado argumentar com ideias e factos.
Não sei se publicarão aquilo que aqui escrevi - mas é o que penso.
Publicado por: António Luís Lopes em agosto 5, 2004 12:45 PM
MANUEL ALEGRE A ÚNICA SOLUÇÃO!
Porque representa aquilo de que o P.S. e Portugal precisam para derrotar a direita populista e demagoga que dirige os destinos do País!
Portugal entrou num caminho de benefícios de interesses de poucos em deterimento do sofrimento de muitos! A crise justificou condutas altamente penalizadoras para os trabalhadores portugueses vítimas do desemprego, para as pequenas e médias empresas na direcção das falências, para as famílias sobrecarregadas de impostos, para os jovens sem futuro profissional, para os idosos cada vez mais abandonados e para o futuro de Portugal cada vez mais negro! O Governo de Durão Barroso em 2 anos fez questão de, com políticas erradas, continuar a beneficiar os grandes grupos e a banca, afundando os Portugueses na mais profunda crise de sempre! Olhe-se a quem serve o "fato novo" das leis laborais, vejam-se os lobbies que se serviram com os Hospitais SA!
MANUEL ALEGRE representa a imagem tutelar de que o P.S. necessita como eterno lutador, mas para além dele, na equipa que o apoia estão os grandes responsáveis pelas políticas sociais , pela tentativa de viabilização do Serviço Nacional de Saúde, pela recuperação económica e financeira da Segurança Social.É este o P.S. que queremos é um partido com efectivas preocupações sociais, porque os portugueses disso necessitam!
MANUEL ALEGRE será para os Portugueses o contraponto da liderança de direita Portas/Santana. Do ponto de vista estratégico temos de nos lembrar que António Guterres representou o contraponto da liderança do quero, posso e mando de Cavaco Silva. A arrogância despótica cavaquista resultou numa procura pelos portugueses de alguém que fosse o contrário disso! Por esta razão apostar num candidato sem ideias mas com forte telegenia será um erro crasso contra um lidér da direita ainda com menos ideias mas com maior telegenia! É preciso fugir a esta era do Big Brother e recuso-me a aceitar que sejam os Media a impôr-me o candidato vencedor! O meu candidato será aquele que apresenta as ideias mais próximas daquilo que penso dever ser o projecto socialista em consonância com o projecto social Europeu!Logo o meu candidato será MANUEL ALEGRE!
Quando José Socrates aceita o apoio dos interesses mais obscuros dentro do P.S. , quando permitiu que fossem as mais negras influências que tivessem impulsionado desde há um ano a sua candidatura (demonstrando até falta de ética com os restantes camaradas do Secretariado Nacional, e para com o líder Ferro Rodrigues), jamais poderá representar para mim a imagem de um líder responsável daquilo que eu entendo ser uma esquerda moderna. Sócrates defende uma esquerda moderna nas palavras, mas que é de jogos de influências e de procedimentos sem ética nos actos!
FORÇA MANUEL ALEGRE!
VIVA O P.S.!
Publicado por: João Pedro Pereira em agosto 5, 2004 01:37 PM
Antes do 25 de Abril, com 18 anos, fui anarquista. Com a Revolução (ajudei a fazê-la) fui trotsquista, anti-estalinista. O 25 de Novembro e as suas consequências foram apagando lentamente a chama revolucionária dentro de mim. Os actores que permaneciam em cena pouco ou nada me diziam. E assim me entreguei à luta mais primária pela subsistência material e, também, psicológica. Tempos bem difíceis.
O tempo passou e, à medida que passava, o ser de esquerda foi o que foi permanecendo. Ser progressista. Ter um ideal de transformação da sociedade, acabar com a fome, a injustiça, os privilégios, a guerra, e promover a dignidade do indivíduo, a sua liberdade e possibilidade de realização plena. O tempo também teve o efeito de transformar a forma como me situava nessa esquerda.
Hoje, dou por mim muito interessado neste debate entre candidatos à liderança do PS - sou um... digamos, simpatizante.
Assistimos hoje, claramente a uma transição de fase na política portuguesa. Os partidos, tanto à esquerda como à direita, estão a transformar-se. Há movimentos tectónicos a fazerem tremer o xadrez partidário e a própria textura no interior dos partidos. Mas a ditadura económica do capitalismo continua a impor, mais que nunca, a sua lei. A agressão é tal que muita da reacção que gera transborda claramente o âmbito de acção dos partidos, os de esquerda.
No entanto, muito passa ainda pelos partidos, e passará desde que estes consigam adaptar-se aos novos tempos. Mas não tudo, nem, muitas vezes, o principal.
É com esta consciência, assim, que o que se passa no PS me interessa e me leva a este comentário.
Resumirei o que penso seria o "out-come" ideal nestas eleições para secrtário-geral: a vitória de Sócrates, mas com uma forte votação em Manuel Alegre.
Penso que este resultado obrigaria a um entendimento que impedisse os extremos de uma deriva centrista pseudo-moderna e populista por parte de Sócrates, impondo a matriz de esquerda do socialismo em nome da qual a lista de Manuel Alegra se bate agora. A não eleição de Manuel Alegre impediria uma liderança muito dependente de uma certa amálgama de posicionamentos e interesses que tiveram já a sua oportunidade no passado mas não têm solidez nem momentum para liderar a actualidade.
O ideal é inimigo do bom e Sócrates não é, certamente, o ideal. No entanto, a sua acção poderá ser "temperada" com o sal de um PS vivo e dinâmico no seu interior, onde caiba toda a força dos que querem mudar o mundo... para melhor.
Sem ter ainda uma certeza, concluo assim, que votaria, se fosse militante, em Manuel Alegre, já que a vitória de Sócrates parece quase certa.
Publicado por: emanuel Pinto em agosto 5, 2004 02:45 PM
Caro Vicente
A relação que se tem procurado estabelecer entre diferenças de atitude e de comportamento, também em nada ajudam à clarificação de questões ideológicas. Vivemos realmente num tempo onde qualquer pseudo analítico traça perfis comportamentais em relação a tudo e a nada.
Se porventura alguém se sentir incomodado com os seus chapéus, terá ligitimadade para lhe dizer que " CHAPÉUS Á MUITOS SEU PALERMA..."?
Vamos elevar o debate concreto e afastemo-nos das questões acessórias!
Publicado por: José pedro Rodrigues em agosto 5, 2004 03:40 PM
Pois...
só é pena o Manuel Alegre ainda estar mais senil que o Mário Soares...
Publicado por: XELB em agosto 6, 2004 05:00 PM
Meu caro José Pedro Rodrigues :
O meu caro camarada não tem mesmo noção do seu ridículo!
Já percebemos que se algum dia José Sócrates for Primeiro-Ministro ( tendo eu as maiores dúvidas ) o senhor já foi escolhido para o SIS, mas tem de corrigir a sua ortografia. Queria dizer " CHAPÚS HÁ MUITOS", com H.
Publicado por: José SILVA CABRAL em agosto 16, 2004 11:16 AM
Quanto ao camarada Rui Duarte Silva:
Meu caro José Pedro Henriques o seu colega de candidatura ( apoiantes de Sócrates ) está a dar o seu contributo para elevar o debate, de acordo com o que o meu caro camarada pediu!
Publicado por: José SILVA CABRAL em agosto 16, 2004 11:18 AM
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Publicado por: casino em agosto 30, 2004 04:04 PM