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agosto 06, 2004

RAZÕES DO APOIO A MANUEL ALEGRE

NA edição de 6 de Agosto do jornal Público, Maria de Belém, Santos Silva e Manuel Maria CArrilho depõem sintetizando as razões do seu apoio a Manuel Alegre:

Maria de Belém

Para Maria de Belém o que distingue Manuel Alegre é a vontade de "esclarecer" e de "proporcionar o tipo de sociedade e de Estado que se defende para o país". A deputada socialista explica que o que está em causa é uma "clarificação ideológica do partido", que considera fundamental. Maria de Belém entende que Manuel Alegre é a pessoa indicada para promover "um debate de ideias que se pretende esclarecedor". Maria de Belém foi ministra da Saúde dos governos de António Guterres.

Augusto Santos Silva

"Alegre enriquece debate político"

Augusto Santos Silva apoia Manuel Alegre porque considera que a sua candidatura "enriquece o debate político no PS" e porque permite que "todas as correntes de opinião possam estar representadas" nesse debate, o que, segundo explica, não acontecia apenas com as candidaturas de João Soares e José Sócrates. Augusto Santos Silva declara que partilha com Manuel Alegre o "entendimento do que é uma esquerda democrática" e que, apesar de não concordar com todas as ideias de Manuel Alegre, ele é, dos três candidatos, "o que melhor garante o debate de ideias". Augusto Santos Silva foi ministro da Educação dos governos de António Guterres e aproximou-se do PS na altura dos Estados Gerais.

Manuel Maria Carrilho

"Alegre assume reformismo de esquerda"

Manuel Maria Carrilho declarou ao PÚBLICO que apoia a candidatura de Manuel Alegre porque pensa que ele é o melhor candidato para devolver o PS "à militância, às ideias e a vontade dos seus 77606 membros, evitando que a escolha do secretário-geral do PS fique, como tem acontecido, nas mãos de cerca de 10% de votantes", e porque considera que Manuel Alegre é quem melhor assume "o reformismo de esquerda de que o PS precisa para fazer um combate eficaz à direita em nome da igualdade, da qualificação e do desenvolvimento de Portugal".

Publicado por Manuel Alegre às agosto 6, 2004 05:56 PM

Comentários

Vai ser difícil a tua vitória, registo que seria bom para a esquerda. Nas concelhias e núcleos está tudo preparado para votar Sócrates, no Norte a situação é calamitosa, os sindicatos de voto vão funcionar como sabes. Eu não voto porque não sou militante do PS. Fiscalizem! DE um amigo que aprecia Alegre e quase toda a tua "equipa". No meu concelho não se discute a tua candidatura nem a de Soares. Só Sócrates. Vizela.

Publicado por: José Manuel Faria em agosto 6, 2004 09:46 PM

Não se acham anacrónicos? Não vos parece que o que se deveria ler era o apoio de Alegre a qualquer um dos três comentadores do apoio ao dito?

Publicado por: hr em agosto 7, 2004 01:48 AM

Para hr ( meu homónimo? ) - Onde está o anacronismo? No facto de Alegre ter uma grande equipa com ele? Na idade do candidato? Por favor, chega de preconceitos.

Publicado por: Helena Roseta em agosto 7, 2004 09:12 AM

Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar
São Paulo Portas à Proa
Santanás a comandar
Ouvi agora senhores
uma história de pasmar

D. Bagão conta o pilim
D. Morais trata das velas
D. Guedes limpa com VIM
tachos pratos e panelas
D. Pereira na enfermaria
conta pensos e emplastros
E o D. António Mexia
põe vaselina nos mastros

Andando a Nau à bolina
Ali junto ao mar da palha
grita às armas o fachina
pondo em sentido a maralha

E eis que surge altaneiro
com o mesmo olhar pedante
e aquele ar de rafeiro
Santanás, o comandante

A marujada da Nau
que o topa já de ginjeira
pensa consigo:"mau,mau...
vai sair daqui asneira..."

Pigarreia finamente
endireita a costelada
e dando um passo em frente
fala assim pr'á piratada

Ouvi o que vou dizer
sua cambada de azelhas
quero fazer-me entender
abram bem essas orelhas

Nesta nau daqui p’rá frente
o centralismo acabou
fique a saber toda a gente
o que esta tola pensou

Nem D. Durão, o Burroso
o sonhou um só instante
e eu vou ficar famoso
por esta ideia brilhante

Decerto que falais sério
exclama D. Bagão
terminai lá com o mistério
explicai-vos capitão!

Acabar com o centralismo?!!!
juro por Nossa Senhora
e sobre o meu catecismo
que estou a ficar à nora!

Ouvi então marujada
e também vós D. Bagão
o que pensei de madrugada
fazer nesta embarcação

Cada comando adjunto
passa a ficar instalado
num local que fique junto
ao que lhe é destinado

Começando em vós D. Bagão
digo-vos que será assim:
ireis viver no porão
junto ao baú do pilim

E os outros sem excepções
também vão ter que mudar
mandarei aos tubarões
aquele que recusar

Logo D. Portas se abeira
de Santanás na amurada
grasnando e de que maneira
com sua voz esganiçada

Longe de mim, capitão
afrontar a ordem sua
tendo um marujinho à mão
até comando na rua

Só uma coisa entretanto
nos poderá entravar
com um de nós em cada canto
como vamos comunicar?

Para vos ter que aturar
peço a Deus muita paciência
então nunca ouviu falar
do que é vídeo-conferência?

Mas na Nau, meu Capitão
como se pode instalar?
se ninguém tem formação
como é que a vamos montar?

Ó seu cérebro de retrete
Ó seu cabeça de nabo
Requisitando Internet
E chamando a T.V.Cabo


Publicado pelo Blog: "Tadechuva" da weblog

Publicado por: Zecatelhado em agosto 7, 2004 09:21 PM

Esta eleição não se esgota na mera escolha de um secretário-geral para o PS, apesar de ser esta a ideia transmitida em muitos meios políticos nacionais.
A afirmação da esquerda dentro do PS é fundamental, um PS com História e com memória.
As estatísticas que figuram nos jornais a dar a maioria a este ou àquele candidato são no mínimo absurdas na medida em que são os militantes do PS que elegem o seu secretário-geral.
Não vou reproduzir as razões que me levam a apoiar a candidatura do nosso camarada Manuel Alegre... pois elas são óbvias. Contudo, gostava de sublinhar alguns aspectos que considero importantes:
1) O debate interno deverá pautar-se pelo respeito mútuo e pela discusão de ideias para o PS - não podemos dar razões àqueles que nos atacam de modo a dizer... "estão a ver nem eles se entendem quanto mais governar um país";
2) É tempo de fazer um debate sério dentro do partido apresentando propostas inovadoras, tais como a limitação de mandatos para os órgãos do Partido, a pertinência de coligações partidárias pré-eleitorais pontuais nas eleições autárquicas, etc;
3) O nosso partido sempre teve pseudo-protagonistas, que fazem comentários menos apropriados acerca dos seus próprios camaradas a fim de conseguirem algum tempo de antena (por falta de ideias e merito próprios). Apesar de não concordar com muitos comentários que oiço de alguns camaradas entendo que a discusão deve ser feita dentro do partido. Esses comentários por si só já fazem alguns estragos ao PS, não sendo necessário agravar a situação com outros comentários, e que por sinal são tão ou mais infelizes do que os primeiros;
4) O partido não pode deixar de dar combate à coligação que (des)governa o nosso país.
Contamos com o camarada Manuel Alegre e estamos presentes para ajudar... e como diz o povo "até ao lavar dos cestos é vindima"... não acredito em vencedores antecipados (apesar de ter consciência da realidade).
Força Camarada,
Porque o Direito à indignação implica o dever da acção,
Fernando Montenegro (militante em Cascais)

Publicado por: Fernando Montenegro Martins em agosto 8, 2004 02:05 AM

OBVIAMENTE, MANUEL ALEGRE!

Agora que a Comunicação Social foi convidada a presenciar todos os actos de campanha eleitoral interna no Partido Socialista e atendendo ao interesse que desperta no público em geral, o que se passa a nível dos grandes partidos, resolvi escrever este texto, em que posso exprimir não só uma vontade mas, de alguma maneira contribuir para a defesa de uma ideia da política, do que deve ser a política.
Num mundo tão mediatizado como o que vivemos, em que todos se pronunciam sobre a política e sobre os políticos e normalmente em termos pejorativos, sabe bem escrever um pouco sobre Manuel Alegre.
De facto, para quem gosta da política e não de se servir da política; para quem defende o primado das ideias e ideologias e não o da economia e o do dinheiro; para quem a política é uma arte e um dever e não uma oportunidade de carreira e uma obrigação; para quem os Partidos Políticos devem servir para a congregação de vontades e não para a imposição de vontades; para quem o espírito e a cultura são os grandes valores dos Homens e não os interesses mesquinhos de grupos de pressão, tem na candidatura de Manuel Alegre ao cargo de Secretário-geral do Partido Socialista a solução correcta e justa para esta defesa de valores.
Quem como Manuel Alegre escreve “Pergunto ao vento que passa/notícias do meu País/E o vento cala a desgraça/E o vento nada me diz”, mostra não só a sua grandeza de alma como também o seu alto sentido dos valores nobres da vida e pelos quais vale a pena lutar. Manuel Alegre é pois o símbolo do inconformismo e da independência de espírito que fazem dele por vezes uma pessoa incómoda e indomável (até a sua própria Federação de Coimbra já em tempos o ostracizou!), mas que por isso mesmo faz renascer em nós a esperança de que se volte ao bom caminho da solidariedade, da igualdade e da fraternidade tão arredio desta nossa política...
Com a gravidade da situação que ora se vive em Portugal, em que o que parece contar é o oportunismo dos que nunca trabalharam na vida e que sempre viveram à custa da política, sem qualquer pudor e sem escrúpulos, mais a candidatura de Manuel Alegre faz sentido como oposição frontal a todas estas práticas.
Memo a nível interno (do P.S., leia-se) Manuel Alegre é contra todas as burocracias e controles aparelhísticos, pois eles são castradores das vontades da maioria dos militantes de base que, em muitos locais, já estão a ser pressionados por “funcionários zelosos” do status quo, que andam em grande azáfama a recolher assinaturas para outra candidatura, não dando nem sequer tempo para que cada um pense e decida com liberdade e coragem o seu futuro!
Não posso, ao terminar, deixar de transcrever mais um pedacinho de Manuel Alegre: “Mesmo na noite mais triste/Em tempos de servidão/Há sempre alguém que resiste/Há sempre alguém que diz não!”, para concluir como comecei – OBVIAMENTE, MANUEL ALEGRE!

Jorge Mendonça Santos, militante do PS, Montijo

(texto enviado à redacção do Jornal do Montijo, para publicação)

Publicado por: Jorge Mendonça Santos em agosto 8, 2004 09:46 PM

Pela Memória, pela História, pela Poesia, pelo Pensamento, apoio Manuel Alegre.
Hoje é dia 9 de Agosto. Jesse Owens ganhava a quarta medalha olímpica. Hitler abandonava o Estádio por se tratar de um negro.
É preciso trazer a História à tona da Memória para derrubar o preconceito. Fazê-lo pela poesia é a forma mais bela de o conseguir.
Obrigada, Manuel Alegre.
Aqui deixo o poema que já li muitas, muitas vezes.
Faz sempre sentido.

Balada para Jesse Owens, de Manuel Alegre
Em mil novecentos e trinta e seis
Hitler perdeu uma batalha
Tinha um Partido um Estado uma Nação
SS Gestapo Cruz Gamada tanques
soldados e botas para calçar
Em toda a terra o pensamento
Só não tinha ninguém para saltar
Oito metros e seis em comprimento

Tinha generais para mandar
E tinha generais para obedecer
Submarinos barcos porta-aviões
Quinta coluna espiões propaganda Tudo
Estava pronto para a conquista
De espaço vital mercados povos mundos
SÓ não havia ninguém para correr
Dez metros em dez segundos

Por isso em mil novecentos e trinta e seis
Hitler perdeu uma batalha
À quarta medalha de Jesse Owens
Virou as costas e saiu do Estádio
Tinha uma máquina de moer
Quem não fosse alemão ou ariano
Só não tinha arianos para vencer
Aquele negro americano

Publicado no Jornal "A Bola" de 5 de Janeiro de 1985

Publicado por: madalena em agosto 9, 2004 10:31 AM

Grande Manel!
Estive quase a entregar o meu cartão de militante socialista quando o Ferro Rodrigues se demitiu, agora tenho mais uma razão para continuar a apoiar o PS.
Espero que ganhes a liderança do PS e faças calar esses reaccionários.
Boa Sorte!

Publicado por: Sónia em agosto 9, 2004 12:05 PM

É ANACRÓNICO E SINTOMÁTICO

O anacronismo ficará para outra oportunidade, sintomático é a retirada dum comentário anterior neste blog a um texto da Helena Roseta no Público, e o que isso representa em termos de debate frontal e aberto.

Qualquer leigo em matéria de comunicação sabe perfeitamente que os alinhamentos da comunicação social fazem-se hoje em dia quase na generalidade contra o Partido Socialista.

É esta realidade que nos deveria preocupar, e não os ditos preconceitos da Helena Roseta.
As divisões que a Senhora Arquitecta continua a querer lançar dentro do Partido Socialista, não contribuindo em nada para o debate ideológico, devem merecer igualmente destaque e espaço de discução na presente campanha e nos anunciados debates a promover. Aguardo por eles com a participação da comunicação social, para dar eco á vontade e á voz dos militantes.
Reconheço que nisso a candidatura do Manuel Alegre veio contribuir. Debate sem dogmas...

Publicado por: José Pedro Rodrigues em agosto 9, 2004 01:11 PM

Aqui acima, José Pedro Rodrigues já se manifestou sobre o "sintomático" da candidatura de Manuel Alegre à liderança do PS. Eu, volto a insistir no "anacrónico" da mesma. Entenda-se: como não sou membro do PS, mas interessa-me que o mesmo perca «preconceitos» para ocupar verdadeiramente o seu lugar nas esquerdas, acho anacrónica a candidatura de Alegre. Pela inversão que esta constitui. Não é Manuel Alegre que é anacrónico - um poeta que me habituei a respeitar, desde os anos 60 -, mais jovem que quase todos e lutador como poucos. O que é anacrónico é lançar um homem sem sede de poder no PS ou fora dele (como refere Ana Sá Lopes no «Público de Sábado), para servir apenas de teste à "ala esquerda" do partido. Anacrónico é não vermos as candidaturas de Santos Silva ou Carrilho, por exemplo, com o apoio de Manuel Alegre, e, já agora, também da minha homónima Helena Roseta.

Publicado por: hr em agosto 9, 2004 05:20 PM

O artigo de Clara Ferreira Alves, no Diário Digital:

A Cartilha

Um cheiro a cravos

Clara Ferreira Alves


Manuel Alegre prepara-se para dar ao PS da rosa cor-de-rosa e de Guterres, encabeçado pelo engenheiro José Sócrates, um cheirinho a cravos vermelhos. Contra os avisos dos amigos da cabeça e do coração que acham que ele não tem cabeça e coração para isto, Manuel Alegre prepara-se para dar alguns trabalhos aos outros candidatos e ensinar-lhes algumas lições. Lições de uma certa lisura de vida, de princípios, de decência e de convicção.
Na verdade, Manuel Alegre não precisava disto para nada neste ponto da sua vida, em que a carreira literária estava sustentada numa produção ficcional e poética que desmentia o sacrifício da literatura à política que norteou a sua vida. Alegre foi sempre um homem de palavras e de uma só palavra, nunca quis o poder nem o quis exercer, e se cometeu erros, esses erros foram pecadilhos ao lado dos vícios alheios.

O homem é inteiro e é de boa cepa, e não tem medo das palavras. Na fase da política portuguesa em que as imagens e os gabinetes de imagem se substituem à antiquíssima palavra de honra, na era dos fabricantes de marionetas, a candidatura de Manuel Alegre tem o mérito de nos fazer recordar que há outras maneiras, outros modos e, outros ideais. A palavra ideal caíu em desuso e parece-nos hoje romanticamente obsoleta. A candidatura de Alegre a secretário-geral do PS parece-nos, também, romanticamente obsoleta, e destinada a um fracasso nas urnas dos Congresso.

Mas, o candidato que ganhar, e Sócrates tem evidentemente todas as hipóteses contra João Soares, terá de medir as suas insuficiências contra as suficiências de Manuel Alegre e do grupo de pessoas que o apoia, e desta vez não será tão fácil destruir a personalidade de Alegre como foi fácil destruir a de Ferro Rodrigues. Por isso também, Manuel Alegre é um candidato difícil de anular: não deve e não teme, não mente, não desiste.

O PS renova-se por dentro, não como se esperava e nem sequer com gente nova mas, ao limpar-se por dentro depois das malfeitorias e atropelos éticos dos últimos anos, os do salve-se quem puder, renova-se ainda. Em política, o que parece às vezes é.

09-08-2004 18:31:53

Publicado por: madalena em agosto 10, 2004 08:49 AM

Os SINTOMAS

Representa este espaço aberto ao debate, e as virtudes da candidatura do Manuel Alegre, a possibilidade que esta nos devolveu de discutirmos, sem dogmas, a actualidade política e a verdade objectiva do Partido Socialista.

A bem deste "confronto", saudável e desejável, a democracia renova-se, e os valores de solidariedade, de fraternidade e de justiça social, ganham novamente razão de ser no discurso e na prática política.

Independentemente dos resultados e dos factos que venham a ganhar dimensão, a realidade que estas eleições serão eternamente marcadas por este posicionamento salutar de discutir os ideais.

Haja elevação neste debate ideológico que está para vir. A BEM DO PARTIDO SOCIALISTA E DA SOCIEDADE PORTUGUESA.

Publicado por: José Pedro Rodrigues em agosto 10, 2004 11:30 AM

Desejo de todo o meu coração, Socialista, q a Candidatura de MANUEL ALEGRE, ganhe, porque com ela me revejo como Socialista de sempre, é a voz do verdadeiro Socialismo, não estou contra ninguém, mas a favor do que para mim é o VERDADEIRO PARTIDO SOCIALISTA e é MANUEL ALEGRE

Publicado por: manuela em agosto 10, 2004 08:37 PM

A Candidatura de Manuel Alegre, representa para mim a Verdade do Partido q sempre apoiei, muito mais poderia dizer, mas para todos os Socialistas q comigo comungam as mesmas ideias o o camarada Manuel Alegre também sente
FORÇA

Publicado por: Maria Manuela Sauvage,Godinho em agosto 10, 2004 08:50 PM

Um líder para Portugal

Manuel Alegre tem um estatuto cívico e cultural cujo reconhecimento ultrapassa as fronteiras do partido e do país. É um dos nossos grandes poetas vivos. É um lutador pela Liberdade, antes e depois de Abril. A sua obra, a sua voz e a firmeza da sua imagem reforçam a convicção na autenticidade dos valores civilizacionais que defende. O seu desapego face ao poder, a autonomia crítica e o livre pensamento, com que frequentemente nos fustiga a consciência, são a pedra de toque para a dignificação da política e para a reabilitação das virtudes do exercício governativo.
Mas, não é só pela força anímica do autor e da obra que Manuel Alegre deveria ser Primeiro Ministro, é também porque tem inscrito na sua alma e na sua vida um poderoso sentido da portugalidade no mundo. Tem-no – o que já de si é precioso - e sabe protagonizá-lo, sabe corporizá-lo em palavra, em projecto e em acção, sabe galvanizar vontades e coordenar esforços. Por tudo o que representa e pela impressiva mensagem ética, de que a sua história é inequívoca mensageira, Manuel Alegre tem consigo muitos dos melhores! Tem um poder carismático profundo, mobilizador das mais genuínas virtudes culturais de Portugal!
Mas, estaremos condenados ao castrador anátema ideológico de um Primeiro Ministro ter de ser tecnocrata?!... Terá o nosso chefe do governo de ser um especializado em finanças, em economia, em defesa, em obras públicas, ou no que quer que seja?!... Ou, pelo contrário, deverá ser um homem – ou uma mulher – de cultura, de civilização, um líder congregador e coordenador de equipas, com uma visão global de projecto e uma capacidade integradora de todas as componentes da governação num forte desígnio nacional? Deverá ser mais um cinzento guardião do templo das conveniências, ou um visionário, desassombrado, capaz de falar à alma nacional, empolgando-a nas ciclópicas tarefas colectivas que a esperam, se quer sobreviver ao rolo compressor do capitalismo globalizado? Deverá navegar à vista, aperreado pelo garrote de uma euro-américa rica de matéria mas pobre de espírito, ou desafiar rotas inovadoras, alternativas aos afunilados caminhos de lado nenhum, a que parecemos irremediavelmente condenados?
Sei que há muita gente formatada pela ideologia utilitarista, tecnocrática, que não tem medo da poesia – até a usa para ridicularizar os poetas – mas receia a ousadia. Há muita gente, condicionada por ideias feitas e por rotinas, que não gosta do que está, não deseja o que há-de vir e defende-se dos possíveis. Como dizia Alegre, há uma grande muralha da China a romper! Mas, temos, finalmente um homem que é um símbolo feito de história e de povo, de ideais e de coragem, um construtor do mundo pela arma da palavra e pela potência da verdade. Temos um homem que trará mais ao partido Socialista e ao país do que deles, exclusivamente para si colherá. Não temos um produto virtual de marqueting televisivo, promovido pelo máximo denominador comum da mediocridade institucional. Temos sim o germinar de um imparável movimento político e cultural de esquerda democrática, com rosto e voz, que está a contagiar o partido e o país e que vai ter um papel histórico no encontro do Socialismo e de Portugal com as suas raízes e com o seu futuro! Para isso, e por isso, é bom que Manuel Alegre, os socialistas e a maioria dos portugueses, no seu devido tempo, queiram que ele seja o nosso líder e o nosso Primeiro Ministro!

16/07/2004
Josias Gil
Militante nº 8877

Publicado por: Josias Gil em agosto 16, 2004 12:58 AM

Quanto a José Pedro Rodrigues já vimos que se trata de um responsável pela candidatura de José Sócrates a quem lhe foi dado o papel de passar horas ao computador a responder ao blogue de Manuel Alegre, pelo que apenas o aconselho a discutir política e, como alguém já disse: estou morto pelos debates!
Quanto ao hr enquanto não assumir o que escreve, com nome verdadeiro e n.º de militante vou achar que é do PSD ou de algum grupo económico.

Publicado por: José SILVA CABRAL em agosto 16, 2004 11:08 AM

CIDADANIA PARTICIPATIVA

A democracia faz-se de troca de ideias, não de afirmações sem sentido.

Não pertenço a nenhuma candidatura, tomei a liberdade de, civilizada e humildemente, dar a minha opinião neste espaço de comunicação, mas infelizmente a opinião parece que também causa os seus incómodos a mentes que fazem a apologia da liberdade, ( sua, mas não dos outros) mas não a praticam.

Não são horas, são breves minutos diários que me concede o Manuel Alegre, a bem da liberdade !!!

Publicado por: José Pedro Rodrigues em agosto 16, 2004 05:21 PM

Pena é que Sócrates não lhos conceda do mesmo modo... Mas, sabe, há uma grande diferença entre um partido de militantes e um partido de dirigentes...

Publicado por: Josias Gil em agosto 17, 2004 01:36 AM

Quem o não conhecesse Josias Gil até poderia não se rir do que aparecesse assinado por si. Como outros, aplica grude dos dois lados e fica sempre com a hipotese de grudar. Desta vez enganou-se no salto e foi para o coche com menos andamento. E não não vai a tempo de emendar a tentativa

Publicado por: José Silva em agosto 20, 2004 06:52 PM

Excellent, that was really well explained and helpful

casino

Publicado por: casino em agosto 30, 2004 04:05 PM

Este personagem, que se dá por José Silva, e do qual se desconhece qualquer impressão digital, nem que seja ao de leve, impressa no mundo real, daria algum crédito se se identificasse e acrescentasse um só facto comprovável e ilustrativo das suas insinuações. Como não o faz, as suas palavras não passam de ruído. Poderiam ter alguma graça numa tosca caricatura de alguma peça de Becket ou de Ionesco mas, como a luta política é coisa séria e nunca como agora, com Manuel Alegre, esteve tão claro o sentido para o Partido Socialista e para a esquerda, neste Portugal democrático, este tipo de ruído sem sentido não passa de lixo, que só merece resposta, pelo respeito que tenho por este fórum.

Publicado por: Josias Gil em setembro 7, 2004 12:48 AM

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Publicado por: Sexual Enhancements em janeiro 27, 2005 12:56 PM