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agosto 06, 2004

Sócrates: o testemunho de um ex-colaborador

Na edição de 4 de Agosto do Diário Económico, Pedro Cunha Serra, ex-Presidente do IEP e do INAG e que se assume como «alguém que com ele ( José Sócrates ) trabalhou de perto durante os anos da sua passagem pelo Ministério do Ambiente», escreve o seguinte:

«Os dois anos em que foi Ministro do Ambiente e em que teve na sua mão a distribuição dos fundos comunitários utilizou-os ele a tecer a trama de influências regionais e nacionais,partidárias e não só, que o fazem imbatível em qualquer contenda no seio do PS (...)»


Sem comentários...

Publicado por Manuel Alegre às agosto 6, 2004 05:17 PM

Comentários

Muito triste este blog. Se quer acusar faça-o com provas e não em rumores anónimos. Tenho dificuldade em imaginar que este blog possa ser do verdadeiro Manuel Alegre. É isto a integridade que tanto apregoa?

Publicado por: Nuno em agosto 8, 2004 03:38 PM

INTEGRIDADE E RESPONSABILIDADE

É lamentável este tipo de manipulação, da responsabilidade anónima de quem gere este blog, ou então do próprio MANUEL ALEGRE, o que me custa a acreditar.

A passagem duma parte da entrevista referida, chama-se em comuniçação política manipulação e má fé, quando retirada do seu contexto.

Quem foi o autor deste insulto á inteligência dos socialistas???
Estes argumentos são geralmente utilizados pela direita populista! Onde está a diferenção da esquerda socialista???

Vou aguardar pelos tão anunciados debates com os militantes para esclarecer esta e outras questões que importa resolver dentro do Partido Socialista, a bem da verdade e da frontalidade caro camarada Manuel Alegre.

Publicado por: José Pedro Rodrigues em agosto 9, 2004 12:55 PM

Como ele próprio disse quando inicialmente lhe insinuaram a hipótese de candidatura, não deveria antes ter-se candidatado há 20 anos? Óbvio que nessa altura (como agora?)não tinha a menor hipótese de ganhar o que quer que fosse dentro ou fora do partido. Os militantes viram-no sempre como outra coisa que não dirigente de topo. Ainda é lambrada uma passagem muito efêmera dele pelo governo. Curioso que nem ele regista isso no seu curriculum. Se o forem deixando ficar na Ass. República, vai tirando umas sonecas, escreve os seus livros e, quando morre um dos mais velhos, ergue a voz a tecer-lhe o elogio fúnebre. Que mais fez no Parlamento nos últimos tempos? E não terá sido feio ter aceitado passar para o circulo de Lisboa, só porque queria ser deputado, não indo por Coimbra porque perdera a luta de então no processo da co-incineração? É uma opinião muito generalizada que ele se candidata contra o princípio da co-incineração, que, às tantas, até aceitaria se não fosse no seu quintal.

Publicado por: José Silva em agosto 9, 2004 06:45 PM

Eu li, como qualquer um pode ler, o artigo de Pedro Cunha Serra, no Diário Económico de 4 de Agosto, e fiquei muito mais preocupado do que ao ler o excerto que este blog publica! É que, o autor elogia Sócrates e portanto não me parece suspeito de o querer denegrir. Ora, como esta é a opinião amiga de um ex-colaborador, parece-me que os comentadores deveriam procuparem-se mais com o percurso do candidato que apoiam, do que com a intenção de quem divulgou, neste blog, as palavras do ex-colaborador de José Sócrates... Se as palavras fossem de um adversário, eram suspeitas! Agora, de um admirador, num texto apologético... é caso para reflectir...

Publicado por: Josias Gil em agosto 9, 2004 09:11 PM

Acredito piamente que o conteúdo do post seja verdadeiro. Acredito que Pedro Serra o tenha dito.
Não sou nem militante nem simpatizante do PS, esta é uma visita por curiosidade. Mas mesmo conhecendo o PS não deixo de me surpreender que Vs. façam campanha interna deste modo. "Zangam-se as comadres..." diz o povo.
Se este blog é realmente de Manuel Alegre (nunca o negou) espero que ele vote contra um governo chefiado por José Socrates se este vier um dia a ter essa possibilidade. Pois se mero ministro desbaratou os fundos públicos, não é assim. Se não for assim Alegre é (mais) um homem sem palavra.
O copy paste é óptimo. Se um dia Socrates chegar a tal ponto e Alegre for deputado...se ainda houver blogs...então cá estarei para, pequenino, postar sobre a sua (?) falta de palavra.
Que vergonha de gente

Publicado por: josé pimentel teixeira em agosto 10, 2004 02:11 AM

É absolutamente espantoso, como há comentadores que desferem os seus ataques contra quem mostra os factos perversos e não contra a própria perversidade dos factos! No fundo, isto é a repetição da velhíssima atitude, intelectualmente insalubre, em que se procura matar o mensageiro para tentar apagar a mensagem... Pois, não adianta pressionar quem está nesta candidatura a escamotear os factos, a dissimular a verdade, a engolir as palavras, mesmo quando são incómodas! Senão, qualquer dia é a vítima da agressão a ser censurada por, com a sua denúncia, estar supostamente a atacar o agressor... E esse irrisório subterfúgio de que nada se tem a ver com o PS, ou de que se é independente, para aparecer com a superioridade ética da imparcialidade, aureolada por uma angelical hipocrisia apaziguadora, é velho, está gasto e já não convence ninguém. É um pequeno feitiço de almanaque que se vira contra o próprio aprendiz de feiticeiro!

Publicado por: Josias Gil em agosto 11, 2004 01:00 PM

Portugal tem de ter partidos políticos, senão restaria uma ditadura como solução política visto que a Anarquia não é viável sem ser global, o PS dentro do espectro polìtico nacional tem de representar a esquerda que ambrange desde o PCP ao PSD, se não restar uma esquerda credível, passa a haver um vazio de alternativas políticas...
Para preencher esse vazio o PS tem de lutar com a candidatura do camarada Manuel Alegre.

Publicado por: Luís Guereiro em agosto 12, 2004 04:23 PM

Se me permitem, gostaria de me distanciar dos comentários que me precedem.O que verdadeiramente importa é analisarmos o percurso de Portugal, corrigirmos linhas de rumo, pensarmos o futuro e responsabilizarmo-nos pela modernização e desenvolvimento de Portugal e dos portugueses. Cada um com as suas convicções. Cada um com a sua forma de sentir o PS e a política. É esse o meu contributo.
Portugal teve um revés significativo nos últimos dois anos ao nível económico, social e político. Não nos podemos esquecer que com o alargamento europeu coloca novos desafios, necessariamente mais difíceis, mas, também, mais aliciantes. A Vinte Cinco, a Europa contará com mais 20% do que a população actual (ou seja, perfaremos 500 milhões), mas o PIB per capita da União alargada vai diminuir 12,5%. As disparidades socio-económicas vão duplicar na Europa alargada pois 92% dos nacionais dos novos Estados Membros vivem nas regiões em que o PIB por habitante é inferior a 75% da média europeia dos 25 e mais de dois terços nas regiões em que é inferior a 50% desta média.
O fraco crescimento económico que a União Europeia tem registado nos últimos anos deve incitar-nos a tomar medidas que permitam ganhar a batalha da competitividade e do crescimento. Mas para além desta batalha, que a actual conjuntura económica pouco favorável torna mais difícil, teremos de saber lidar com o problema das graves disparidades persistentes entre países e regiões no plano da produção, da produtividade e do emprego.
Sabemos bem que as causas das disparidades se devem a deficiências estruturais no domínio dos factores chave de competitividade – insuficiência do capital físico (em infra-estruturas) e humano (qualificação da mão-de-obra), falta de capacidade de inovação e de um apoio eficaz às empresas, baixo nível do capital ambiental (degradação do ambiente natural e/ou urbano).
Ora, a União Europeia dispõe de dois instrumentos programáticos fundamentais e complementares: por um lado, a Estratégia de Lisboa, de que nos orgulhamos, e as políticas de coesão. A Estratégia de Lisboa visa transformar a Europa na economia fundada no conhecimento mais dinâmica e competitiva do mundo até 2010. Ou seja, a Estratégia de Lisboa visa capacitar a EU a responder aos desafios resultantes da mundialização, da abertura dos mercados, dos efeitos da revolução tecnológica, do desenvolvimento da economia do conhecimento e do envelhecimento da população. Quanto às políticas de coesão, elas são aliás necessárias à plena valorização do potencial económico da EU, garantindo a igualdade de oportunidades de todos os Estados Membros e dos cidadãos europeus na partilha dos benefícios do crescimento.
De facto, a especificidade do modelo social europeu, que tanta tinta tem feito correr, reside precisamente na convicção de que é possível articular crescimento e coesão e de que ambos concorrem para o mesmo fim. Contrariamente a outros modelos, a Estratégia de Lisboa assenta na complementaridade entre produtividade e políticas de coesão, havendo que considerar as últimas como uma parte integrante da Estratégia, no pressuposto de que o reforço da coesão social reduz a instabilidade, e insegurança, promove a qualidade do trabalho e aumenta assim a competitividade e o bem-estar dos cidadãos.
Como diz Jacques Delors, a especificidade da Europa Económica e Social reside na competição que estimula, na cooperação que reforça e na solidariedade que une.
A opção europeia é parte essencial das grandes opções da democracia portuguesa. Foi o regime democrático que permitiu a Portugal aderir à então Comunidade Europeia, um projecto político com instituições específicas que, desde então, partilhamos e ajudamos a construir e para a qual o PS deu os principais passos.

Todos sabemos que se colocam actualmente a Portugal uma série de desafios, que só poderão ser vencidos mediante uma estratégia nacional, global e rigorosa, que permita ao país encetar com confiança a sua caminhada no século XXI.


Há, obviamente, factores que dificultam a marcha do desenvolvimento europeu : o clima de crise internacional; as dificuldades da reforma da União; o receio de que esta possa evoluir para um modelo que não assegure o princípio da igualdade entre os Estados ou enfraqueça o princípio da solidariedade. Mas, também, os problemas evidentes que o alargamento coloca a Portugal; as dificuldades económicas que o país atravessa; a necessidade de preservar os equilíbrios peninsulares.
Portugal precisa do PS para voltar a ser um país moderno, equilibrado, onde há justiça social, onde a justiça seja, de novo, um dos pilares mais sólidos do distema democrático.
Portugal precisa do PS para que os mais carenciados não sejam cada vez mais carenciados, mas onde os empresários se sintam bem e apostados em continuar a investir neste país.
Portugal precisa de retomar verdadeiras políticas sociais.
Portugal precisa, sobretudo, de fortalecer os eu sistema democrático, onde haja uma distinção clara entre o político, o económico e o social.
Mas para isso, o PS tem de ser fortalecer primeiro.
O debate engrandece e fortalece.
A troca de opiniões torna o PS mais preparado e faz nascer novos protagonistas, novos rostos, mais preparados ou igualmente preparados para desenvolver Portugal, pelo PS.
Assim, é urgente que o meu partido de sempre, o Partido Socialista, seja capaz de importantes mudanças no seu próprio seio. Só assim se tornará credível. A título de exemplo, lanço daqui um desafio aos candidatos à liderança do PS : sejam capazes de propor uma alteração estatutária prevendo a limitação de mandatos para as candidaturas aPresidentes de Concelhias e Federações.
Percebam que só assim o PS se preparará no todo nacional para a próxima década.
Eliana Pinto

Publicado por: Eliana Pinto em agosto 16, 2004 10:08 AM

O Manuel Alegre é o meu canditado a secretário-geral. É desta eleição de que presentemente o PS se ocupa.
Quanto à candidatura a Primeiro-Ministro, lembro, apenas, que o PSF, partido socialista francês, elege o candidato a Presidente da República ( o sistema é presidencialista ), a Presidente de Câmara e os deputados à Assembleia da República por escrutínio secreto de todos os militantes socialistas com as quotas em dia.
O Secretário-Geral do Partido Socialista Francês é eleito em Congresso e não é, por regra o candidato a Presidente da República, podendo também sê-lo.
Para terminar, gostaria ainda de dizer que os cargos de Secretário-Geral de um partido político e o cargo de Primeiro-Ministro ou Presidente da Repúnlica, no caso dos sistemas presidencialistas, assumem exigências completamente diferentes.
Um bom candidato a secretário-geral pode não ser um bom candidato a Primeiro-Ministro. Um bom candidato a Primeiro-Ministro pode não ser um bom candidato a Secretário-Geral. Aliás, permitam-se o arrojo: em via de regra as características pessoas e a preparação que se exige para ser um bom candidato a Secretário-Geral nada tem a ver com as características pessoas e a preparação que se exige para um bom candidato a Primeiro-Ministro.
Os cargos são completamente diferentes. Aliás, é até desejável que os dois cargos não sejam desempenhados pela mesma pessoa.
Exemplos ? António Guterres, António Vitorino. O primeiro lidando sempre mal com o dito "aparelho" porque vocacionado para ser Primeiro-Ministro. O segundo com asmesmas características recusou ser Secretário-Geral.
Um Abraço fraterno a todos os candidatos.
Eliana Pinto

Publicado por: Eliana Pinto em agosto 16, 2004 10:25 AM

Face ao lido e ouvido até aqui ,e o que nos reservará o futuro, concluo após mais de 30 anos de militância de mãos limpas e "sem qualquer tacho" ou vantagem pessoal por ser socialista - antes muito pelo contrário, sobretudo na vida profissional , que a candidatura de MANUEL ALEGRE, sejam quais forem os resultados, é boa para o partido e para o país. De facto, já estar a dar o seu contributo e, quem sabe, mesmo depois do congresso poderá dar origem a algo em que os socialistas possam acreditar para além deste "corre ,corre" - que qualquer um pode vir observando de ânsia de protagonismo com largas vantagens económicas.
Paremos para pensar nos que se afadigam - no partido- sem quaisquer provas dadas...largam os bancos da Universidade e "grudam-se" á politica, como futuro, como tábua de salvação para uma "vidinha" de que sabem "tratar" de forma exímia dia e noite- tecendo compadrios e apoios falsos como se pudessem adivinhar qual o club que vai ganhar o campeonato para antecipadamente puderem empunhar a sua bandeira.
Isso não presta, mas é o que se tem visto com visitas nocturnas a "desoras" e telefonemas de compromisso!
Por tudo isto e pela tentativa de travar a astúcia das "picaretas falantes" :
Obrigado Manuel Alegre pelo espírito de militância e pela coragem que outros talvez melhor colocados não tiveram.
Um forte abraço e não desista.
Eduardo Pestana

Publicado por: Eduardo Pestana Nogueira em agosto 16, 2004 11:36 AM

Camarada José Silva:

Já todos sabemos que na política não há gradidão nem memória, apesar de eu ainda acreditar que nos partidos de direita esta característica é mais visível.Parece que a cada dia que passa nos enganamos mais ...
Na política, seja nos partidos de direita como nos de esquerda, não há lugar a palavras como gradidão, reconhecimento, valorização da competência. E ainda nos conseguimos espantar com o sucessivo afastamento dos jovens e dos cidadãos em geral dos políticos e do interesse pela actividade política !
O meu caro camarada José Silva, além de demonstrar tudo o que disse atrás, comete outro erro fatal: peca por ignorância. O que faz é reproduzir o que ouve sem questionar. Imagine se de si dissessem e fossem reproduzidas tais alarvidades ? O que diria ?
Olhe, se fosse como o meu caro camarada agora diria, por exemplo, que ao contrário de alguns, como o seu candidato a secretário-geral José Sócrates, Manuel Alegre aceitou desafios muito difíceis que provavelmente outros recusaram. por exemplo, aceitou de imediato travar dois combates em dois concelhos distintos do distrito de Coimbra quando o PS não encontrava candidato que aceitasse em parte alguma do PS. A saber: candidato a Presidente da Ass. Municipal da Figueira da Foz e de Coimbra nas autárquicas de 1997 e 2001.
Onde esteve José Sócrates ? Disponibilizou-se para algum combate difícel, mesmo que colocasse em causa a sua imagem ? Mesmo que soubesse que provavelmente perderia ? Mostrou-se totalmente indisponível para travar qualquer combate !
Acusa Manuel Alegre de querer ser apenas deputado ?
E José Sócrates ? Trabalhou na vida 6 anos no início da sua carreira como técnico superior na Câmara da Covilhã e depois foi eleito deputado em 1987 de onde nunca mais aaiu. Dentro de pouco tempo fará 20 anos de ocupação de cargos políticos, 10 dos quais na Assembleia da República.
Não brinque com as palavras meu caro. Reflicta antes de escrever!

Publicado por: José SILVA CABRAL em agosto 19, 2004 04:59 PM