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setembro 08, 2004

O debate do dia 6 visto pelo DN

INÊS DAVID BASTOS analisou nos seguintes termos o debate a 3 em que Manuel Alegre teve papel destacado (DN, 7-09-04, sob o título :"Três candidatos, duas visões do PS e da política"):
Foi bem aguerrido o debate travado na segunda-feira à noite, num hotel de Lisboa, entre os três candidatos à liderança do PS. A sala encheu-se de militantes e os ânimos chegaram muitas vezes a aquecer, sobretudo quando José Sócrates defendeu um novo referendo ao aborto, depois de os seus adversários, João Soares e Manuel Alegre Alegre, terem rejeitado esta opção. Sócrates chegou mesmo a ser apupado, o que levou o moderador do debate, o líder da Federação da Área Urbana de Lisboa e presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, a apelar à calma diversas vezes.

Eram três candidatos mas pareciam ser dois. Alegre a Soares estiveram em sintonia em quase tudo, quer fosse nas posições políticas, mais viradas para a ruptura, quer nos ataques a José Sócrates, que tentou passar uma imagem de moderação, mais institucional.

Enquanto João Soares e Manuel Alegre defenderam a demissão do PGR e a retirada imediata da GNR do Iraque, o ex-ministro do Ambiente do Governo PS afastou-se destas posições. «Mesmo quando discordo do PGR, não participo em linchamentos políticos», disse, afirmando em relação ao Iraque: «Não alinho na demagogia de a GNR vir já para casa, deve voltar quando acabarem os compromissos internacionais.»

Mas as diferenças não se ficaram por aqui. Soares e Alegre garantiram que lutarão pela maioria absoluta, mas não descartaram negociações pós-eleitorais com o PCP ou o BE. «A estabilidade também se pode construir à esquerda», disse Alegre. «Queremos um PS de porta aberta, sem inimigos à esquerda», reforçou Soares. Sócrates, que nunca falou em alianças, acusou os seus adversários de «enfraquecerem a acção» do partido.

O debate já ia longo - durou mais de três horas - quando Sócrates e Alegre entraram, de novo, em «picardia». O mote foi, primeiro, a questão presidencial. Sócrates disse não ter «dúvidas de que António Guterres é o melhor candidato». Alegre atirou: «O camarada só tem certezas, eu ainda tenho dúvidas.» O vice-presidente do Parlamento argumentou que é preciso saber previamente «quem será o candidato da direita» e acusou Sócrates de «usar o nome» de Guterres na disputa pela liderança do PS.

O segundo mote foi o silêncio de Alegre sobre a sua disponibilidade para ser candidato a primeiro-ministro. José Socrates insistiu numa clarificação, exortou o seu adversário a ser «transparente» e voltou a pressionar. Visivelmente irritado, o vice-presidente do Parlamento abriu o jogo: «Fique descansado, se o partido quiser serei candidato a primeiro-ministro.»

As questões internas também não geraram consenso. O ex-ministro do Ambiente criticou Alegre por se dirigir apenas «às classes médias empobrecidas». «O PS nasceu historicamente dos trabalhadores e eu não esqueço as minhas origens», ripostou Alegre. O candidato-poeta disse preto no branco que há «lógicas aparelhistas dentro do PS» e defendeu a renovação do partido. Sócrates negou essa acusação e considerou que o partido «deve ser fiel às suas posições de sempre».

O debate acabou como começou: com uma clara divisão entre o pensamento e estratégia de Sócrates, por um lado, e de Alegre e Soares, por outro.

Publicado por Manuel Alegre às setembro 8, 2004 07:44 PM

Comentários

Manuel Algre no debate do Altis: Uma lição de Democracia

Na passada 3ª feira assistimos a uma grande lição de democracia, tolerância e respeito pelo outro.

Neste campo, em minha opinião, quer Manuel Alegre, quer João Soares estão de parabéns.

Ao contrário daquilo que uma conhecida dirigente nacional do Partido Socialista e, ex-presidente de Câmara, afirmava ao camarada José sócrates no final do debate, a sessão não foi "armadilhada" pela candidatura de Manuel Alegre: o militantes socialistas estavam ali para se expressarem as suas convições e opiniões! Não estavamos ali para receber a "cartilha" ou para dizer "amén" a qualquer um dos candidatos.

Os camaradas apoiantes de José Sócrates têm que, de uma vez por todas, admitir a diferença de opinião e a sua expressão pública e, têm que admitir a igualdade no direito ao voto (não há votos de qualidade...).

Cada um de nós deve reflectir que soluções quer para o Serviço Nacional de Saúde, para a Segurança Social, para o combate ao desemprego, para a legislação laboral, para a legislção da Habitação, para a protecção do ambiente, para o papel de Portugal na comunidade internacinal e nas organizações internacionais... e apoiar o candidato e a moção que está de acordo com as suas convicções.

Agora... é preciso passar a mensagem de que todos devem ir votar e não deixar que os outros decidam por nós!

Publicado por: Pedro Cegonho em setembro 9, 2004 12:17 PM

Porquê Votar Sócrates?! A minha modesta opinião...

Se não gostas de grandes mudanças, se gostas da política actual, se gostas da política de direita, se não te importas com o aumento do desemprego e com a manutenção da corrupção e dos taxos para os boys, então, será facil saberes em quem votar nas eleições do PS...

Se queres lutar contra tudo isso, se entendes que o País sofre por causa duma política desastrosa de direita, se entendes que as políticas seguidas pelos diferentes governos são incorrectas, só podes votar no "Manel Alegre".

Com o voto no Manel, vais fazer com que nas próximas eleições legislativas, haja de facto, diferenças substanciais entre o PS e o PSD. Aí, os Portugueses vão escolher facilmente qual o Partido que querem para governar.
Portanto, militante com direito a voto no PS, só tens um caminho...Vota no Manel, não votes no Jotinha que, até pode ter boa imagem televisiva mas, não passará disso!

Publicado por: egídio em setembro 10, 2004 01:59 PM

Manuel Alegre demonstrou no debate ter "dentro de si" uma concepçâo socialista da vida e do mundo. Sócrates corre atrás das ideias, mas no seu interior, no que constitui a alma socialista, parece haver um vazio. Não percebe que a razão de um partido não está em si mesmo, no interesse dos seus militantes e, por isso, pensa que o partido deve ter "códigos de honra" para esconder ao mundo exterior os seus defeitos. Mas essa ideia surgir com as mafias e um partido não pode aproximar-se dessas organizações. Repete que não há aparelhismo e isso é tapar o sol com uma peneira. Como explica que, por exemplo, na candidatura a uma concelhia os apoiantes de determinados candidatos tenham feito uma viagem de borla, paga pelo candidato (?!!!!...)pelo douro acima? Com explica que todos os velhinhos dos lares de uma camarada muito apoiante de Orlando Gaspar (figura estranha de que Sócrates gosta muito)tenham ido votar trazidos em carros e com cotas pagas? Como explica que muitos militantes que trabalham nas câmaras tenham sido chamados ao gabinete do vereador candidato ou presidente candidato que lhe pergunta se ainda apoiam o candidato adversário? Como esplicar que a oligarquia que domina as autarquias esteja a passar de pais para filhos, como acontece,p.ex., em Vila do Conde? Como explicar os interesses privados (sobretudo de imobiliárias) a investir nas candidaturas a orgãos internos do PS? Por que será que Assis era presidente da Assembleia Geral da empresa de onstrução civel (Ferreira e Comp) que mais investe em Gondomar, sendo o principal accionista compadre do valentim e sócio do Ferreira Torres? Será que Sócrates não percebe que os "códigos de honra" só protege o que há de pior nos partidos?!...
Sócrates possivelmente ganhará: tem o pior com ele. Mas isso vai ser muito mau par a democracia.

Publicado por: jbmagalhaes em setembro 13, 2004 12:52 PM

Corrigindo algumas imprecisões e lapsos do comentário acima.
Manuel Alegre demonstrou no debate ter "dentro de si" uma concepçâo socialista da vida e do mundo. Sócrates corre atrás das ideias, mas no seu interior, no que constitui a alma socialista, parece haver um vazio. Não percebe que a razão de um partido não está em si mesmo, no interesse dos seus militantes e, por isso, pensa que o partido deve ter "códigos de honra" para esconder ao mundo exterior os seus defeitos. Mas essa ideia surgiu com as mafias e um partido não pode aproximar-se dessas organizações. Repete que não há aparelhismo e isso é tapar o sol com uma peneira. Como explica que, por exemplo, na candidatura a uma concelhia os apoiantes de determinados candidatos tenham feito uma viagem de borla, paga pelo candidato (?!!!!...)pelo douro acima? Com explica que todos os velhinhos dos lares de uma camarada muito apoiante de Orlando Gaspar (figura estranha de que Sócrates gosta muito)tenham ido votar trazidos em carros e com cotas pagas? Como explica que tenha acontecido que em algumas cãmaras socialista haja militantes que foram chamados ao gabinete do vereador candidato ou presidente candidato que lhes perguntou se ainda apoiavam o candidato adversário? Será que isto não é chantagem pelo mêdo?!...Como explicar que a oligarquia que domina as autarquias esteja a passar de pais para filhos, como acontece,p.ex., em Vila do Conde? Como explicar que se suspeite (pelos gastos avultados das campanhas) que os interesses privados (sobretudo de imobiliárias) estejam a investir nas candidaturas a orgãos internos do PS? Por que será que Assis era presidente da Assembleia Geral da empresa de construção civel (Ferreira e Comp) que mais investe em Gondomar, sendo o principal accionista compadre do Valentim e sócio do Ferreira Torres? Será que Sócrates não percebe que os "códigos de honra" só protegem o que há de pior nos partidos?!...Saberá Sócrates que na maior parte dos casos as reuniões das concelhias não têm acta?!... Por que apela a bons comportamentos e não ao cumprimento de regas?!... Não será um perigosos sofisma (próprio do totalitarismo) considerar que toda a critica é maledicência?!
Sócrates possivelmente ganhará: tem o pior com ele. Mas isso vai ser muito mau par a democracia.

Publicado por: jbmagalhaes em setembro 13, 2004 01:09 PM

Mais uma machadada na classe média

O governo acabou de dar mais uma machadada na classe média, em benefício dos mais poderosos deste país, ou seja, dos grandes beneficiários líquidos do sistema economico-financeiro neo-liberal, puro e duro, cuja edificação tem sido o principal objectivo do PSD.
A anunciada obrigatoriedade do pagamento dos cuidados médicos, no serviço nacional de saúde, em função dos rendimentos de cada um, declarados no IRS, só por má fé pode ser considerada uma medida de justiça social. É a classe média que suporta os impostos deste país. A grande maioria constituída por trabalhadores por conta de outrem, que pagam a factura nas suas folhas de vencimentos. Não falando na monstruosa fuga ilegal ao fisco, basta-nos referir que quanto mais se ganha mais meios se tem para fugir, legalmente, ao pagamento de impostos. Aliás, as leis estão feitas para isso mesmo. As grandes empresas investem fortemente em profissionais que só tratam disso, tornando-se assim em verdadeiras parasitas do erário público, este pago pelos impostos dos próprios trabalhadores, que lhes dão o dinheiro a ganhar. Toda a gente sabe que os rendimentos de depósitos bancários e da especulação no mercado de capitais, não entram nas declarações do IRS, e há grandes fortunas aí aplicadas. Quantos portugueses haverá, com negócios paralelos, propriedades imobiliárias e aplicações financeiras que, afinal, só declaram uma pequena reforma ou um baixo rendimento?
Ora, se o governo sabe, melhor do que ninguém, a incomensurável injustiça e mentira, que é o nosso sistema fiscal, sobretudo no que respeita aos impostos sobre o rendimento, ao fazer esta opção, está a agravar essa mesma injustiça, uma vez que os que já pagam vão passar a pagar ainda mais, em benefício dos que não pagam e deviam pagar.
Os verdadeiramente ricos, esses nunca foram para as listas de espera do sistema nacional de saúde! Quem vai é quem precisa e não pode pagar a medicina privada. Portanto, é a classe média, ou remediada, que está, mais uma vez a ser atacada. São as centenas de milhar de funcionários públicos que, há dois anos, andam a contribuir, com a diminuição real dos salários, para a despesa do Estado e vão passar a ter de pagar muito mais do que já pagam, quando estiverem doentes, por um serviço de saúde que a Lei máxima da República manda que tenda a ser universalmente gratuito. São aqueles a quem o abono de família já foi retirado, a quem a reforma já foi reduzida, a quem já cortaram nas comparticipações dos medicamentos, a quem a renda de casa irá ser aumentada, que pagam a energia e os transportes dos mais caros da Europa, que vão pagar quarenta contos em livros para os filhos irem para o ensino obrigatório; são esses que o governo quer atirar para as clínicas, consultórios e laboratórios privados, que não podem pagar. Ou então, para as seguradoras, como está a fazer com a segurança social.
A principal finalidade desta política é entregar os serviços públicos à lei do mercado, que é o mesmo que dizer, à avidez de lucro dos poderosos - que são eles que pagam as campanhas eleitorais, as quais custam somas astronómicas para se conseguir chegar ao poder. O caminho é esse: quem pode paga, para que quem pode ainda mais receba. Quem não pode, tem de empobrecer para ganhar direito a uma ajuda pública de qualidade duvidosa, directamente fornecida pelos serviços do Estado, ou até indirectamente, através do subsídio às empresas privadas, como já se passa na saúde e no ensino. Aliás, são as próprias direcções gerais que estão a deslocar para os privados tarefas da sua responsabilidade, pagando muito mais, por um pior serviço, do que pagavam quando as desempenhavam. Veja-se a vergonha da colocação de professores! Até aí se recuou vinte anos!
Mas, os cinquenta anos de recuo nas prestações sociais do Estado, que estes governos do PSD têm vindo a conseguir, são contudo um grande avanço a caminho do modelo latino-americano, de capitalismo liberal: o Estado deve ser um facilitador, para que cada vez os ricos sejam mais ricos e os remediados mais pobres. Foi para isso que eles ganharam as eleições!... E, porque não quero que o PS lhes continue a estender o tapete, para avançarem na destruição do Estado Social, irei votar em Manuel Alegre! Sempre é mais seguro!

Josias Gil
Militante nº 8877

Publicado por: Josias Gil em setembro 14, 2004 02:14 AM

Caro Manuel Alegre,
Acredita sinceramente que o candidato ainda está por ser escolhido?
É que depois do muito que se escreveu inclusivé de militantes do PS que afirmam que Sócrates é o escolhido à muito tempo, é dificil não acreditar.
Pessoas mais ligadas a rumores e boatos até afirmam que foram pessoas "ligadas a Sócrates" que fizeram com que Ferro Rodrigues tivesse tomado a decisão de abandonar a liderança do PS.

O que acha de tudo isto? Tem opinião ou acha isto tudo um disparate?

Publicado por: cachucho em setembro 14, 2004 04:21 AM

Peço desculpa mas esqueci-me de lhe fazer um pedido.
Por favor não responda ao meu comentário em forma de citação ;)

Publicado por: cachucho em setembro 14, 2004 04:22 AM

Dizer, como diz Ibmagalhães, que se Sócrates ganhar "vai ser muito mau para a democracia", é um insulto a todos os camaradas que vão votar em Sócrates. É este o conceito de democracia que os apoiantes de Alegre têm?

Publicado por: clara em setembro 14, 2004 05:00 PM

O blog anda muito atrasado relativamente aos novos acontecimentos. Foi muito importante a condenação política de Narciso,Seabra e Assis. Este último, no meu entender, o mais culpado, porque avisado nada fez para evitar os acontecimentos. Foi o seu estilo de jogar em todos os tabuleiros sem nunca se compromenter verdadeiramente. Seria, agora, fundamental pedir a Sócrates que esclarecesse o seguinte: sabendo-se que Seabra irá ser o candidato independente apoiado pelo PSD (assim parece estar apalavrado com o Marco António), será que é verdade que Assis e Sócrates terão garantido a Narciso que (nessa circunstância)o PS não apresentaria candidato a Matosinhos e ele poderia apresentar-se como candidato independente?!...
Neste contexto, a tomada de posição da Comissão Política não irá ser entendida como uma palhaçada?!...

Publicado por: porfirio em setembro 15, 2004 10:48 PM

Reparo num comentário ao que escrevi feito, em cima, pela camarada Clara.Não o posso deixar passar em branco, porque esse tipo de raciocínio falacioso é usado e abusado por alguns demagogos que estão no PS. A camarada Clara deve ser muito boa pessoa, mas não sabe que só há democracia onde hà liberdade de expressão e que esta liberdade de expressão se manifesta na argumentação e refutação com regras-- isto é, as inferências só são correctas, se as conclusões estão nas premissas. Dizer que insulto todos os camaradas que vão votar em Sócrates, quando afirmo -- "se Sócrates ganhar vai ser muito mau para a democracia" -- é um disparate. São este tipo de disparates que fazem a demagogia. Os lógicos designam uma tal inferência por falácia do declive ardiloso. Elas são vulgares nos populistas, mas não têm rigor lógico. Quando faço essa apreciação não estou a insultar ninguém: estou a usar o meu direito a expressar o meu ponto de vista sobre a democracia que eu quero. Inferir que insulto os camaradas com tal juízo é fazer chantagens sobre o exercício desse meu direito. Não há só um conceito de democracia, cara Clara! Se quiser, justifique por que há mais democracia com o apoio do aparelho a um candidato do que sem tal apoio, mas não diga que eu insulto seja quem for! Não atire com falácias chantagistas ao direito de opinião.

Publicado por: jbmagalhães em setembro 16, 2004 12:21 AM





DIREITO À OPINIÃO

DIREITO À OPINIÃO


Nenhum órgão de comunicação social


Alternância versus Alternativa



Há um erro de principio que está a ser cometido pela Comunicação Social atrás do qual estão a ser levados os militantes e simpatizantes do Partido Socialista.


Este erro consiste em apontar, e veja-se por exemplo as sondagens, a existência de uma luta interna no Partido Socialista entre José Sócrates e Manuel Alegre esquecendo-se João Soares.


De facto a verdadeira luta está entre Alternância e Alternativa, isto é, entre aquilo que é muito claro; continuar as mesmas políticas com outros (Alternância) e fazer outras políticas (Alternativa).


É assim que daquilo que espelha, ou pretende espelhar, a Comunicação Social, não há uma luta, se quisermos personalizar, entre José Sócrates e Manuel Alegre mas sim entre a moção de José Sócrates por um lado, a da alternância, e as moções de Manuel Alegre e João Soares por outro lado, as da alternativa.


Partindo de um princípio que estou crente é inerente a todos os Socialistas, não se deve conduzir o Partido Socialista para que venha a ser uma alternância à actual política governamental.


Tal implica de imediato, com toda a lógica e sem margens para quaisquer dúvidas, que o que está, e se não está devia estar, neste momento em debate no Partido Socialista, são as moções de Manuel Alegre e de João Soares. Qual das duas? Qual dos dois? São credoras, credores, de maior aceitação e portanto apoio por parte dos militantes.


Algum verdadeiro e autêntico socialista já tinha pensado nisto?


António José ( apoiante da candidatura de Manuel Alegre a Secretário-Geral)



Publicado por: António José em setembro 16, 2004 02:04 AM

Caro camarada Ibmagalhães:
Não sou populista nem pertenço ao "aparelho" (seja lá o que isso for...), nem me trate como se eu fosse atrasada mental, pois sou professora de Literatura e miltante de esquerda há muitos anos (inclusivamente já fui militante do PCP!)É evidente que há muitos conceitos de democracia e é evidente que a expressão é livre, mas tenho alguma dificuldade em "entender" porque motivo os apoiantes de Alegre (grande poeta, mas péssimo para sec-geral do PS), em vez de defenderem as posições e as ideias do seu candidato, se limitam, quase exclusivamente, a "atacar" as posições e ideias de Sócrates...Enfim, técnicas de argumentação...Quanto há sua "subtil" insinuação (que já cansa um pouco) de que Sócrates é apoiado pelo "aparelho", eu pergunto-lhe: o que é o "aparelho"? Quem é o "aparelho? Alguns dos ex-ministros de Guterres (agora tão "ala esquerda")não são "aparelho"? Então são o quê? Deputados vitalícios? Ministros vitalícios? O espaço é infelizmente pequeno, mas poderia mostrar-lhe muitas mais contradições na candidatura de Alegre... Mas, muito provavelmente, o camarada, do alto da sua arrogância, não está interessado...

Publicado por: Clara em setembro 16, 2004 08:46 AM

Caro camarada Ibmagalhães:
Não sou populista nem pertenço ao "aparelho" (seja lá o que isso for...), nem me trate como se eu fosse atrasada mental, pois sou professora de Literatura e miltante de esquerda há muitos anos (inclusivamente já fui militante do PCP!)É evidente que há muitos conceitos de democracia e é evidente que a expressão é livre, mas tenho alguma dificuldade em "entender" porque motivo os apoiantes de Alegre (grande poeta, mas péssimo para sec-geral do PS), em vez de defenderem as posições e as ideias do seu candidato, se limitam, quase exclusivamente, a "atacar" as posições e ideias de Sócrates...Enfim, técnicas de argumentação...Quanto à sua "subtil" insinuação (que já cansa um pouco) de que Sócrates é apoiado pelo "aparelho", eu pergunto-lhe: o que é o "aparelho"? Quem é o "aparelho? Alguns dos ex-ministros de Guterres (agora tão "ala esquerda")não são "aparelho"? Então são o quê? Deputados vitalícios? Ministros vitalícios? O espaço é infelizmente pequeno, mas poderia mostrar-lhe muitas mais contradições na candidatura de Alegre... Mas, muito provavelmente, o camarada, do alto da sua arrogância, não está interessado...

Publicado por: clara em setembro 16, 2004 08:49 AM

Cara "Clara"
Não sou defensor oficial nem oficioso de jbmagalhães, mas pense lá um pouco com a sua cabeça. E deixe de pensar com a dos outros (devem ser hábitos que vieram do PCP). Não vê que a verdade é só uma e Sócrates não é Socialista. Pura e simplestente está inscrito como militante do Partido Socialista. E não necessitamos de falar de esquerdas nem de direitas falemos apenas de clarificação de princípios fundamentais. E onde estão os princípios fundamentais de Socrates (no PSD claro). Mas se quiser vote no Sócrates à vontade, eu até lhe dava um conselho mude para o PSD pois assim não anda a enganar ninguém. Ah e leve o Sócrates.

Publicado por: António José em setembro 16, 2004 11:37 AM

Camarada Clara: a questão dos aparelhos partidários não é invenção de Manuel Algre: está nos manuais de política. Max Weber, num livrinho que está traduzido "O político e o cientista", refere que o aparelho é um mero instrumento de interesses pessoais. Por detrás do clamor pelos nobres ideais do partido, o que os seus activistas realmente procuram é as prebendas do poder.Esta situação aproxima-se do que acontece no nosso tempo. O pragmatismo aparelhista foi esvaziando os partidos das ideologias e isso teve como consequência o desaparecimento da cultura democrática e dos mecanismos que promoviam o mérito. O que temos, hoje, a dominar a escolha dos candidatos são sindicatos de voto (aparelhismo) que inscrevem na sua estrutura partidária o maior número de pessoas que possam controlar. Repare que a falta de democracia interna nos partidos reflecte-se na ausência de uma regra simples:todas as reuniões devem ter um acta ( que é publicada depois do acordo de todos os intervenientes na reunião)pela qual se vinculam os participantes e se dá conta pública do que lá aconteceu. Peça, camarada Clara uma cópia da acta da reunião da secção ou comissão política a que pertence. E sabe por que é que não há actas, porque tudo fica depois à mercê do aparelho.
Só um última questão: o que eu procurei desmontar foi o seu argumento de que insultava os militantes,dizendo que a eleição de Sócrates era má para a democracia (dentro do conceito que eu tenho do que deveria ser a democracia). Repare que foi com esse mesmo tipo de argumentos (falaciosos), que Salazar reprimiu a oposição-- dizendo-se mal do governo atingia-se a Pátria e a família --. O totalitarismo tem a sua raíz nesse tipo de raciocínio. Quando diz mal deste governo não está a insultar todos os que votaram nele. E repare: a critica faz parte da natureza da democracia, é o que nela há de mais rico. Não fique farta da critica!

Publicado por: jbmagalhaes em setembro 16, 2004 01:18 PM

Só mais duas questões, camarada Clara: como explica os milhares de euros que alguns candidatos à comissão política distrital e até concelhia do Porto gastaram com viagens pelo Douro acima que pagaram aos seus apoiantes?!... Será que isso veio da generosidade do bolso dos candidatos ou de empresas imobiliárias que investiram nesses candidatos?!... Como explica que um presidente de câmara tenha como vice (ou vereador) o seu filho e este, ao mesmo tempo, é líder da concelhia dessa autarquia?!... Será mera coincidência ou o aproveitamento do aparelhismo para formar oligarquias de família?!... Como explica que certas camaradas, que aparecem nos primeiros lugares das cotas, sejam "muito amigas" de certos líderes partidários?!... Será mera coincidência ou um aproveitamento das cotas para colocar em determinados lugares as "namoradinhas"?!... Não acha que tudo isto é o reflexo da perversão aparelhista?!... Será que uma tal situação prestigia a democracia, os partidos e a política?!... Por que será que muita gente compara os partidos a vielas de má fama?!...
A camarada diz-me que é licenciada e isso dá algumas garantias de que vai pensar nestas questões. Mas não me chame arrogante. Eu estive preso antes do 25 de Abril. Sinto como carne da minha carne os ideais da democracia e só há democracia onde há transparência, liberdade, coerência e regras. Só o respeito por regras universais nos tornam iguais perante as mesmas situações. O meu estilo de escrever pode não ser delicodoçe, mas é sincero e traduz muita desilusão e revolta. Não espero pessoalmente nada da política. Mas custa-me os olhos da carne ver tanto oportunismo a servir-se do ideal da democracia e do socialismo. Não gostaria que os meus filhos dissessem que a democracia (aquilo pelo que o Pai tanto lutou e sofreu) é um embuste.

Publicado por: jbmgalhaes em setembro 16, 2004 02:29 PM

Mas, mais ainda jbmgalhaes, para ganhar eleições é necessário investir fortemente em marqueting e publicidade, o que custa milhões. Quem não o faz, ou quem não acompanha, no terreno, o crescendo publicitário dos seus adversários, dá imediatamente uma imagem de fraqueza, falta de apoios, desmotivação, etc., e começa logo a perder. As ondas de vitória fabricam-se com dinheiro. Ora, onde é que ele está? Quem está em condições para o dar? Obviamente, o poder económico, habituado a comprar e a vender, a investir e a procurar bons retornos. Isto abre caminho a que se criem tráficos de favores e influências, conluios e cumplicidades, que tornam certos lugares políticos muito atractivos para os respectivos aproveitadores. A democracia acaba por ser aparente, uma capa que encobre a compra e venda de votos e do poderes. No fundo é uma plutocracia corrupta.
Podem fazer leis para controlar a contabilidade e as finanças dos partidos, mas ninguém pode controlar esta economia clandestina. A solução é a estrita limitação de mandatos, a sujeição ao voto secreto e universal dos militantes para os candidatos a lugares políticos e o exclusivo financiamento do Estado aos partidos, para todas as suas actividades. Afinal, sem eles, o regime da democracia representativa não poderia existir. E com eles a funcionarem como funcionam, nunca chegará a existir. Também por isto, luto por Alegre! É um político que me dfá a garantia de travar este estado de coisas e aprofundar a verdadeira democracia e não a fraude em que temos vivido e se está a agravar.

Publicado por: Josias Gil em setembro 16, 2004 09:42 PM

É reconfortante saber que há mais militantes a sentir que as coisas têm de mudar para que o PS consiga ter credibilidade na sociedade. Obrigado Josias Gil pelas suas considerações. Sabe que na luta que travei contra o Ferreira Torres no Marco, o presidente da Comissão Política da altura(um tal vereador Neves), em conluio com Ferreira Torres, fez aprovar um regulamento que interditava a Associação dos Amigos do Marco de reunir no auditório da Câmara. E conseguiram que o Governo Civil, "chefiado" pelo Couto nos retirasse um pequeno subsídio que tinhamos todos os anos. Custou-nos mais a oposição do aparelho do PS do que a do próprio Ferreira Torres. E mais, o Assis foi o candidato à Assembleia municipal do Marco. Fez jactos de retórica interessantes de combate pela liberdade, mas a sua retórica incantatória silenciou-se, deixou de aparecer nas reuniões da Câmara (se não fosse avisado para suspender o mandato tinha um processo por abandono) e surgiu na imprensa que era o Presidente da Assembleia Geral de uma empresa de construção civil(Ferreira &Compª), cujo principal accionista é sócio do Ferreira Torres e compadre do Major Valentim. Não posso provar que essa empresa tivesse investido na sua candidatura à liderança da Federação. E quer saber mais, leia a FOCUS desta semana. É preciso limpar este lodaçal, mas ainda vai demorar muito tempo.E mais não digo. Um abraço camarada Josias Gil.

Publicado por: jbmgalhaes em setembro 17, 2004 12:39 AM

Camarada Clara:

Com uma palavra simples se define "aparelho", sendo ele apenas e tão só aquilo que todos dizem que não existe mas que decide lideranças, aquilo que todos dizem ser invenção de quem não ganha eleições mas que manipula e coage militantes em troca de favores pessoais, desde que votando no candidato A ou B ( aquele que melhor servir a situação do momento ).
Ãparelho é aquilo que decide por nós, mas em nome de um conjunto de interesses que não é o público, mas os pessoais apenas de meia dúzia.
ISTO NÃO É POLÍTICA E NESTE PS EU NÃO ME FILIARIA NUNCA!

Publicado por: José SILVA CABRAL em setembro 17, 2004 06:53 PM

O PS depositou-nos nas mãos o coração e a "razão". Compete-nos escolher entre duas versões quase antagónicas de viver o socialismo, um "socialismo" calculista, de cedencias à direita no mercado pelo voto do centro e um Socialismo leal ao seu eleitorado, alternativa para todos aqueles que enganados já o foram por ilusões de blocos centrais.
Vejo um PS a afirmar-se no seu espaço politico, não como uma alternativa à direita mas como uma fortissima opção de esquerda. Proximo dos cidadãos, inovador, confluência de ideais sociais.
Manuel, você sabe que não há melhor razão que a do coração.
Eu sou daqueles que nada tenho a perder e nada pretendo para mim que não queira para os meus pares, por isso estou consigo e opto claramente pela sua candidatura. Custa-me imenso assistir como tenho assistido às pessoas correrem atrás de uma dinâmica de vitória artificial gerada numa candidatura que nasceu no dia em que o camarada Ferro Rodrigues assumiu o partido. Quantos não me afirmaram já, estarem consigo mas votarem em Sócrates (o que terão a perder? O que esperam vir a ganhar? Quanto não perderá o partido para que eles ganhem? Quanto não perderá o país?)
Enfim, custa um pouco cuspir as papas que nos travam a lingua e este foi o meu momento de o fazer.

Manuel, estou consigo, conte comigo.

Luis Gomes (53266)

Publicado por: Luis Carlos Gomes em setembro 21, 2004 01:56 PM

Ola,

Caros,

Nunca votei PS.
Nunca votei PS porque sempre achei, e acho que o PS não é um partido socialista (pelo menos como entendo). Mas o Dr. Manuel Alegre deu-me uma esperança que nas próximas eleições legislativas vote pela 1ª vez PS...assim espero!
Também espero que cumpra as ideias que tem em mente, que não tenha medo de dizer, e fazer o que pensa o mais correcto para o país...e não para o partido. Se pensar SEMPRE 1º no país e só depois no partido, assim ganhará o PS..e o todos nós.

Dr. Manuel Alegre estou consigo....e lembre-se NUNCA votei PS....dê-me essa hipotese.

fernando pontes

Publicado por: fernando pontes em setembro 21, 2004 03:27 PM

EXCLUSIVO RIAPA

Transcrição dos Registos Áudio do Interrogatório aos "Comedores de Franguitos de Belém", que levaram ao aparecimento de miúdos com o CU em Forma de Couve-Flôr, na região de Belém.

AVISO: Contém Cenas de Sexo Explícito entre um Adulto e uma Criança !

www.riapa.no.sapo.pt

Publicado por: JMagalhaes em setembro 21, 2004 07:29 PM

CREDO OLÍMPICO

"O mais importante nos Jogos Olímpicos não é ganhar mas participar, tal como o mais importante na vida não é triunfar mas lutar. O essencial não é ter conquistado mas ter travado um bom combate".

Pierre De Coubertin, fundador dos Jogos Olímpicos Modernos, em 1896.

ALEGRE SEMPRE!

Publicado por: Josias Gil em setembro 26, 2004 08:03 PM